As Dádivas das Mães de Clãs

Para continuar tecendo e fortalecendo a Teia da Irmandade feminina original, devemos lembrar e respeitar duas leis da tradição nativa norte americana: proteger as mulheres e jamais fazer algo que prejudique as crianças. A adaptação moderna dessa antiga sabedoria é zelar pela segurança e integridade das mulheres em qualquer lugar, situação e tempo. Tendo essa condição assegurada, os cuidados com as crianças podem ser assumidos pelas mulheres, como Filhas da Terra e mães da força criativa. Contando com a força e o auxílio das mulheres sadias e seguras, a saúde espiritual e o bem estar das próximas sete gerações serão assegurados.

mãe terra

A Irmandade é fortalecida à medida que cada mulher vê as outras mulheres como partes iguais e integrantes do Todo. A base do equilíbrio e do fluir harmonioso do Círculo da Irmandade é o lema: “vida, unidade e igualdade, na eternidade”.   Espera-se que cada mulher faça a sua parte, desenvolvendo seus dons, talentos e habilidades, e seguindo assim a sua verdade pessoal. Ao mesmo tempo, ela precisará enfrentar e transmutar  medos, limitações e desafios, para alcançar a cura e manifestar sua visão. A Irmandade apoia e fortalece todas as mulheres que se dispõe a superar as dificuldades individuais para crescer e evoluir.

Os laços de apoio, parceria e união entre mulheres são energias poderosas, que permitem a criação de espaços seguros para partilhar a verdade e os sonhos e oferecer orientação e sustentação. O apoio de mulheres que trilham a mesma senda espiritual é muito importante, pois ele é baseado na verdade, confiança, respeito e aceitação, sem projeções, julgamentos, ou críticas. Se olharmos além das ilusões, limitações e indecisões da educação, da cultura e da sociedade atual, podemos descobrir uma verdade ancestral: cada uma das Treze Matriarcas representa uma parte de nós mesmas. Talvez algumas qualidades não sejam evidentes ou manifestadas, mas elas estarão à nossa disposição se decidirmos ativá-las, desenvolvê-las e direcioná-las, para o nosso benefício e o do Todo.

Para equilibrar as polaridades – feminina e masculina – da nossa natureza, precisamos agir de uma maneira diferente dos atuais estereótipos comportamentais, repelindo e combatendo a discriminação, competição, rivalidade e animosidade que feriram mulheres, homens e crianças ao longo dos tempos. Demonstrar amor transpessoal, compaixão, perdão e solidariedade são atitudes que irão impedir a perpetuação da separatividade, belicosidade e divisão em gêneros, raças, classes, crenças, títulos e propriedades.

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Para termos acesso aos dons das Treze Mães de Clãs devemos viver respeitando a Mãe Terra e a todos os seres da criação, aceitando as lições e os mestres que a vida nos oferece, em cada lugar e momento. Precisamos agir sem prejudicar ninguém – nem a nós, nem aos outros -, estabelecer e respeitar limites, evitar competir, impor ou agredir, e procurando compartilhar e interagir. Dessa maneira permitiremos que as pessoas façam as suas próprias escolhas – de soluções, caminhos, ações -, aceitando-as sem julgá-las, nem discriminá-las. Para resolver problemas, convém usar uma ancestral sabedoria feminina: mergulhar no nosso interior, descobrir a causa e curar os efeitos, nutrindo e fortalecendo o Eu interior, sem acusar os outros pelas causas ou transferir responsabilidades.

Se curarmos nossas feridas milenares, perdoando a nós e aos outros, nos nutrindo e fortalecendo para podermos auxiliar, doar e amar, estaremos aptas para construir um mundo, de paz e iluminação, em lugar do atual, de separação, violência e competição.

As mulheres estão se lembrando da estrutura celular da comunidade original e procuram caminhos para voltar ao círculo ancestral. O elo que falta nessa busca é a irmandade: poder confiar o suficiente umas nas outras para interagir harmoniosamente e permanecer unidas, enquanto aprendem em conjunto como refazer a tessitura rompida no mundo.

– Masawa, We’moon Calendar, 1997. 

irmandade feminina postagem 8-3-18

Grace Maria Govinda, Terapeuta Holística e facilitadora de rodas de estudos e vivências do Sagrado Feminino. Kin 114, Mago Planetário Branco. Atendimentos presenciais e online, gravados ❤

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Estes textos foram extraídos do livro “Círculos Sagrados para Mulheres Contemporâneas”, de Mirella Faur, Editora Pensamento.

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